Começo do processo com envio do dossiê

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30 de maio de 2011

Compreendendo o pensamento local. parte 1

Entender a "nação quebecois" é compreender a dinâmica de suas relações interpessoais, algo que me ajudou foi assistir os vídeos de Lionel Laroche e quem quiser pode até comprar o livro. O modo como as pessoas se relaçionam baseia-se em um conceito, próprio, de respeito mutuo, que basicamente dita a não confrontação.

Exemplificando o conceito de respeito mutuo, alguém tem uma ideia absurda, (pode ser um projeto, conceito, produto, teoria, etc) e a expõe a um quebecois, ele dirá algo positivo sobre o trabalho desta pessoa e acrescentará algo como: "Esta ideia é de difícil realização, mas vamos estudar a sua implementação em um momento futuro", em outras palavras é uma bobagem e ponto final.

Mas atenção pois não só as pessoas ocultam as opiniões negativas como também evitam demonstrar que um certo julgamento é definitivo. Para quem está empolgado com a sua idéia não perceber a desaprovação e não compreender que o julgamento é definitivo mostrará uma dificuldade de comunicação

Vai expor uma ideia, um trabalho, etc. seja objetivo , disse o que tinha para dizer, ponto final, um quebecois geralmente escuta como se tivesse todo o dia para faze-lo, mesmo se este não for o caso.

Por outro lado ninguém pode reclamar que não foi ouvido, aqui qualquer um pode ser ouvido mas para isso é preciso ligar antes. Tem que ligar para marcar rendez-vous, para saber quando vai ser a soirée d'information, portes ouvertes, etc. Tudo começa ao telefone. Diferente do Brasil é muito mais fácil para um desconhecido falar ao telefone com o diretor, o chefão. Uma vez ao telefone vale a regra do "ponto final" o quebecois, geralmente, não vai demonstrar, com clareza, que não está interessado, logo prolongar a conversa não vai ajudar, disse o que tinha para dizer, merci et bonne journée!

Continua...

16 de março de 2011

Neve! II

Este post é uma sequencia de um post de novembro passado, aquele foi o primeiro mês de neve e espero que março seja o ultimo deste inverno.

Este é o nosso segundo inverno e só agora podemos dizer que tivemos um inverno canadense, isso porque o inverno passado, de 2009/2010, foi muito menos rigoroso. À esta época no ano passado já não tínhamos mais neve, as ciclovias estavam desimpedidas, tivemos alguma neve em março, mas muito pouca e era Neige Fondant, do tipo que cai e logo derrete, neste mês de março tivemos temperaturas negativas de dois dígitos e deve ter caído tanta neve quanto em todo o mês de janeiro de 2010. Agora esta chovendo e a torcida é para a chuva derreter o que resta de neve na rua.

Foto de 02 de fevereiro de 2010, neve já sumindo.

Foto de 11 março de 2011, 30 cm no mínimo de neve.

Ao menos o pior já passou, considero que o pior são os dias escuros do mês de dezembro e janeiro quando o sol se poe às 16:30. Agora os dias tem quase a mesma duração dos dias no Brasil. Mesmo os dias sendo mais curtos durante o inverno não deixamos de ter dias ensolarados de céu azul sem nenhuma nuvem, o único porém é que os dias ensolarados são os mais frios.

Qual é mesmo o meu carro?

Ultimamente tivemos uma boa variedade de precipitações, flocons de neige que é a neve bonitinha em forma de estrelinhas, poudrerie que são os cristais de neve que ao serem soprados por um vento forte se transformam em pó de neve, grésil que são gotinhas congeladas, bruine ou garoa, brouillard que é névoa e chuva comum. Felizmente não tivemos, ainda, a pluie verglaçant que é a que cai liquida e congela ao toque.

Q friiiio!

Muita neve pra brincar

Durante o inverno antes de dormir vejo a previsão para o dia seguinte e às vezes a previsão é: neve abundante com acumulo passando os 25cm. Nem considero que a meteorologia sempre arredonda para mais e fico preocupado, na verdade penso como vai ser bom ficar na cama e que todo mundo fará a mesma coisa. Acordo, ao som de pás tirando a neve e tudo branco, algumas pessoas já estão correndo para os trens, onibus, sei-lá. Sempre correm boatos que tudo vai parar no dia seguinte e no dia seguinte é como se nada tivesse acontecido, Montreal não para no inverno e as pessoa aqui veem o inverno de um modo diferente, conversando com a senhora que faz a travessia das crianças no cruzamento disse que estava preocupado com o frio por causa da gripe ela me disse: "o que dá gripe são as bactérias e não o frio", ha tá, acho que ela abre a janela da casa dela pra baixar febre.

Montreal não pára

No inverno ou as pessoas se divertem ou se deprimem, o melhor é sair, brincar na neve, escolher o esporte de inverno favorito e se divertir. Em Montreal em algumas praças tem campos hockey, outras pistas de patinação e não é incomum ver pessoas com esquis nos ônibus, provavelmente indo para o Mont-Royal. Existem muitos esportes que podem ser praticados indoors, mas creio que quem praticou snowboading vai achar muito mais interessante o inverno que alguém que fez natação.

E a primavera está dando os primeiros sinais, já começamos a ver as gaivotas, uns patos e mais passarinhos. Em breve virão mais mendigos (não que sejam muitos, é que no inverno eles são pouquíssimos), muito mais bicicletas, as motos, os carros esporte (Ferrari, Lamborguinis, etc)* e por fim o dentes de leão.

A primavera aqui passa logo. A piada aqui é que haviam duas pessoas conversando, um perguntava ao outro: Você viu a primavera. E o outro responde: Não, eu saí mais tarde do trabalho. Basicamente temos o inverno e a estação dos consertos nas ruas. Na verdade a primavera é curta mas muito bonita e o verão é ainda mais, saímos às ruas, nos encontramos nas praças, os dias são longos e não nos preocupamos ao andar pelas ruas. Então bye, bye hiver.


*
No inverno só podem circular veículos com pneus específicos para a neve, e para motos e carros esporte não existem. A obrigatoriedade do uso dos pneus de neve termina dia 16 de março.

2 de março de 2011

"O mundo é grande demais para se nascer e morrer no mesmo lugar"



O Brasil melhorou e muita gente fora dele já se deu conta, até alguns dentro dele também, só acho estranho que alguns brasileiros ainda achem q FHC teve mais haver com as mudanças no Brasil q Lula tem.
Por aqui muitos já sabem que o Brasil está melhorando, mas aqui poucos sabem qual língua que se fala no Brasil, mesmo Brasilia sendo muito conhecida alguns ainda acham que Buenos Aires é a capital brasileira. Muitos por aqui, sobretudo latinos e árabes, querem saber se o Brasil vai conseguir sediar a copa, o q mesmo para nós é um mistério então me dizem se a Africa do Sul conseguiu...

O Brasil vai realizar o seu potencial quando alguém que nasceu preto e pobre possa se educar, desenvolver suas capacidades técnicas, ter um bom trabalho, uma vida confortável e isso ser a coisa mais normal. Antes de viver no Canada eu pensava em Darcy Ribeiro e suas idéais sobre sociedade mestiça e tropical, eu achava legal viver em um país único, uma sociedade nova.



Passei a ter um visão diferente depois que cheguei aqui, aqui vejo um africano com um carro legal (Mercedez, BMW, etc) e penso em quantos brasileiros negros tem um carro legal e quantos imigrantes e negros no Brasil tem um carro legal, onde está a sociedade brasileira, tolerante e sem preconceitos de que falam?

A classe média brasileira ainda pensa "por que pobre não pode trabalhar como doméstica? Trabalhar não faz vergonha" É... talvez o pobre prefira trabalhar em outra área, sobretudo uma com menor carga horaria e melhores salários.
Aqui mesmo alguém com um bom salário tira pessoalmente a sua neve, ou contrata o serviço de alguém que tem uma enorme pá instalada na frente da pickup e temos as babás filipinas também, mas pelas casas que frequentam devem ganhar muito bem.


Já li em algum blog que no Canada "as pessoas não tem Deus
no coração", imaginem então uma sociedade que aceita

que pessoas possam morar em palafitas como estas.


O Brasil tem gente muito rica e muito pobre sem perspectivas para o futuro, pasmem pois quando o presidente defendeu uma ajuda, irrisória, por mês para que as pessoas de baixa renda pudessem viver melhor, desenvolver a economia e dar condições de manter por mais tempo os filhos na escola muitos foram contra, aqui no Canada a ajuda do governo é bem mais que irrisória e acho que mesmo alguns brasileiros que a recebem aqui são contra a "ajuda do Lula".

É deixamos o país, não viemos, necessariamente, ensinar, mas aprender, aprender um novo modo de fazer as coisas. Nós, no fundo somos brasileiros e nordestinos, não estamos fugindo disso ou daquilo, abandonando ou traindo nosso país é mais uma resposta à um anseio de mudança que está dentro da maioria dos imigrantes, muitas coisas no Brasil me enervam, aqui também tem coisas com as quais não concordo, só que para quem acha que "O mundo é grande demais para se nascer e morrer no mesmo lugar" a imigração é a solução.

9 de dezembro de 2010

Foi Muita Neve


Foi muita neve mesmo, falaram em 25cm de acumulo, mas posso garantir que quem no lugar que deixou o carro encontrou um monte de neve não deve estar de acordo.

Muitos fatores influenciam no acumulo de neve, os principais são o vento e o lado para onde o trator jogou a neve da rua, ou da calçada. Se no meio da noite o trator limpou a rua e a calçada no outro dia os carros estacionados terão um certo problema para sair da vaga.

Este é o nosso segundo inverno, no primeiro a primeira tempestade foi a mais forte, espero que esta também seja a maior deste inverno, outra como essa... Mas Montreal não pára, muita gente com pás cavando e a neve caindo e a vida seguindo como se nada tivesse acontecido e alguns dias depois, boa parte da neve é retirada.

Em nosso primeiro inverno não tínhamos carro nem conhecíamos bem o sistema de transporte. Depois descobrimos que era melhor pegar outro ônibus, andar um pouco mais ou descer em outra estação de metro e assim evitar esperar no frio o maldito 92. No inverno passado a maior parte do tempo que passamos expostos ao frio foi em alguma parada de onibus parados ou sentados em bancos gelados, inverno com carro é outra coisa.

30 de outubro de 2010

Há quanto tempo que não te vejo!

O que deixamos no Brasil? Amigos, parentes e nossas lembranças. A nossa rua já não é a mesma, a praia deserta de nossa infância já não é deserta. No Brasil sinto a segurança de estar em minha terra, mas o desconforto cruel de uma imprevisível violência. Se atrás de muros vê-se muitos prédios subindo, a rua continua a mesma: violência pobreza e congestionamentos sem fim.

Recife

Há quanto tempo que não te vejo!

Não foi por querer, não pude.
Nesse ponto a vida me foi madrasta,
Recife.

Mas não houve dia em não te sentisse dentro de mim:
Nos ossos, nos olhos, nos ouvidos, no sangue, na carne,
Recife.

Não como és hoje,
Mas como eras na minha infância,
Quando as crianças brincavam no meio da rua
(Não havia ainda automóveis)
E os adultos conversavam de cadeira nas calçadas
(Continuavas província,
Recife).

Eras um Recife sem arranha-céus, sem comunistas,
sem Arrais, e com arroz,
Muito arroz,
De água e sal,
Recife.

Um Recife ainda do tempo em que o meu avô materno
Alforriava espontaneamente
A moça preta Tomásia, sua escrava,
Que depois foi a nossa cozinheira
Até morrer,
Recife.

Ainda existirá a velha casa senhorial do Monteiro?
Meu sonho era acabar morando e morrendo
Na velha casa do Monteiro.
Já que não pode ser,
Quero na hora da morte, estar lúcido
Para te mandar a ti o meu último pensamento,
Recife.

Ah Recife, Recife, non possidebis ossa mea!
Nem os ossos nem o busto,
Que me adianta um busto depois de eu morto?
Depois de morto não me interesará senão, se possível,
Um cantinho no céu,
"Se o não sonharam", como disse o meu querido João de Deus,
Recife.

Manoel Bandeira

27 de outubro de 2010

Voltar é tão bom


Decisão de ir à Recife foi tomada em cima da hora, por isso tive que pagar a conexão São Paulo - Recife pois a Air Canada não tinha este trecho para a data que eu queria. Além da despesa extra não pude levar as malas maiores, pois seria um voo doméstico e eu não quis arriscar ultrapassar o limite de tamanho.

Tive que comprar novas malas, optei por comprar malas baratas e reforça-las com o Protec Bag, comprei as malas no bairro de São José, no Souza Bolsas, que fica na Rua Sta Cecília com R. Santa Rita, também comprei uma bem fraquinha no Extra R$69,00 que mandei como mala extra (US107,00). Pelo preço das malas eu já esperava algumas avarias, das três só uma chegou inteira, mas o Protec Bag e algum metros de durex protegeram o conteúdo que é o que importa.

Não sei se ainda está valendo mas quando viemos pela primeira vez a Air Canada franqueou a terceira mala pois estávamos imigrando garantindo um total de 116kg para cada. Era válido para passagens compradas à Air Canada e deveríamos informar que eramos imigrantes. Já o passageiro comum tem direito a 84kg de bagagem, duas malas de 32kg que são despachadas no check-in, uma mala de mão de 10kg e pastas executivas, laptops, bolsa do bebê, malas para câmeras, caixas ou outros similares tabém 10kg. No dia da viagem acordei cedo preocupado com o peso das malas e a quantidade de bagulho que elas continham, cheguei cedo no aeroporto, procurei um balcão desocupado da Tam e pesei novamente as malas, a mais pesada tinha 31,8kg as outras não estavam muito diferentes.

Foi muita bagagem, em Toronto temos que pegar as malas em uma esteira e levar para outra esteira, se Toronto não for o destino final, felizmente eu estava prevenido e com uma moeda de 2 cad peguei um carrinho para as malas, mas quem chega com crianças e mais de 8 malas como foi nosso caso, no ano passado o é melhor pagar um carregador 26 cad, ele vai fazer o trabalho pesado e indicar o local para despachar as malas para o destino final. Para quem está imigrando além da ansiedade e das 11 horas de voo, pegar todo aquele peso e ainda achar a tal esteira não é fácil.


Desta vez eu estava voltando para casa, o visto no passaporte não tem mais validade o importante é o documento de residente permanente que é mostrado nos check-in e no desembarque. O PR Card é nossa identidade e garantia de poder voltar ao Canada por isso é muito importante para quem está imigrando poder informar na imigração um endereço para o envio do PR Card, um endereço fixo pois este documento demora a chegar e o endereço tem que ser válido no momento do envio, logo endereço do hotel ou apartamento temporário deve ser evitado, peça a um amigo para dar o endereço dele, não sei se podemos dar um numero de caixa postal seria prático pois existem muitas agencias de correios com caixas postais.

A viagem é cansativa e no meu caso são quase 24hs, mas as aeronaves são, relativamente confortáveis, com tela no encosto da frente, um pouco mais de espaço que outras linhas aéreas. Para mais conforto deve-se escolher poltronas sobre as asas (entre 10 e 30 dependendo da aeronave), no fundo da aeronave as turbulências são muuuuito maiores. Mas o pior são as conexões, a espera a procura do portão, etc.

Alguns conselhos:
  • Para quem faz conexão em São Paulo entrar na sala de embarque antes da hora prevista pois lá é mais calmo.
  • Atenção ao fuso alterar os relógios ainda no avião.
  • Quem chega ao Brasil correr para a fila de check-in se vai fazer alguma conexão e por fim usar os totens para fazer o check-in.
E boa viagem!

17 de outubro de 2010

Baudelaire

Esta semana eu criticava meus colegas da Aliança que enchiam a boca para dizer que liam Baudelaire e como o francês da época era diferente, e quem eu vou citar neste post? O próprio, Baudelaire.

Sempre desdenhei dos "exibidos" que sempre achavam um momento para interromper a aula e como se não fosse nada citar diferenças entre o francês da aliança e aquele dos livros que liam. Para mim falar a língua já era o bastante.

Mas não seriam as minhas convicções que me impediriam de mostrar, ao menos uma parte, deste poema. Além do mais, para quem imigra trazer na mala convições e certezas é trazer um excesso de bagagem que sai muito caro.

Selecionei apenas uns trechos que achei quem tem significado para nós imigrantes.


Le Voyage

À Maxime du Camp


Pour l'enfant, amoureux de cartes et d'estampes,
L'univers est égal à son vaste appétit.
Ah! que le monde est grand à la clarté des lampes!
Aux yeux du souvenir que le monde est petit!

Un matin nous partons, le cerveau plein de flamme,
Le coeur gros de rancune et de désirs amers,
Et nous allons, suivant le rythme de la lame,
Berçant notre infini sur le fini des mers:

Les uns, joyeux de fuir une patrie infâme;
D'autres, l'horreur de leurs berceaux, et quelques-uns,
Astrologues noyés dans les yeux d'une femme,
La Circé tyrannique aux dangereux parfums.


Mais les vrais voyageurs sont ceux-là seuls qui partent
Pour partir; coeurs légers, semblables aux ballons,
De leur fatalité jamais ils ne s'écartent,
Et, sans savoir pourquoi, disent toujours: Allons!


Etonnants voyageurs! quelles nobles histoires
Nous lisons dans vos yeux profonds comme les mers!
Montrez-nous les écrins de vos riches mémoires,
Ces bijoux merveilleux, faits d'astres et d'éthers.


Faut-il partir? rester? Si tu peux rester, reste;
Pars, s'il le faut. L'un court, et l'autre se tapit
Pour tromper l'ennemi vigilant et funeste,
Le Temps! Il est, hélas! des coureurs sans répit,


Plonger au fond du gouffre, Enfer ou Ciel, qu'importe?
Au fond de l'Inconnu pour trouver du nouveau!

— Charles Baudelaire

8 de setembro de 2010

Caçando quebecois


Vídeo legal este, gosto muito, mas fico pensando por onde andam esses quebecois?

Montreal é uma cidade de imigrantes, eu arriscaria dizer que aqui para cada 10 pessoas com quem falamos em francês umas três são quebecois, :) talvez 1 "de suche", (quebecois de família tradicional). Mas são gente muito boa, só que em Montreal parecem ser minoria. O supermercado que vou é italiano, os funcionários do Tim Hortons são imigrantes, dando duro por uma primeira experiencia de trabalho no Quebec, falando em trabalho, os funcionários do CLE também são imigrantes.
Falei do CLE mas este não conta pois tenho que ir em Cote des Neiges pois moro perto e em CDN a população de imigrantes é bem grande.

Na região de Montreal as pessoas escolhem seus grupos e se relacionam entre si, os imigrantes mais ou menos misturados, mas preferem relacionar-se com outros de mesma língua ou cultura. Os quebecois relacionan-se mais entre si, não que se recusem a relacionar-se com as outras comunidades, mais por causa das barreiras linguísticas e por ter um circulo de amizades consolidado acaba se isolando em um outro mundo, condições económicas também dificultam a aproximação.

Na prática não é sempre que vemos um quebecois no mercado chinez, ou na loja de usados, também é um pouco dificil uma criança imigrante ter vaga em uma CPE onde a maioria entra por indicação, é... eu sei que tem uma fila. Quem passou pelo processo sabe tem que esperar, um dia a cartinha chega, no Canada é o mesmo. No Canada também tem cartinhas e ir à caixa do correio acaba virando uma obsseção. O importante é que um dia nos damos conta que as coisas estão se organizado, que já falamos melhor a língua, que somos aceitos e a vida continua, ou recomeça.

Vendo o vídeo lembro que o inverno está chegando o calor ainda fez algumas aparições em setembro, mas em breve estaremos todos com esses casacos, fazendo anjos de neve, descendo montanha, congelando os silios, hehe, congelar os sílios acontece.

3 de setembro de 2010

Crônica de quem voltou

É voltei, estou em Recife. Vim fazer umas visitas, meio imprevistas.
Tive que vir e aqui estou, viagem super longa, um trecho GRU-REC tão turbulento que pensei que não seria servida a refeição, que na verdade pouca gente se animou a comer de tanto que o avião balançou.

Primeiras impressões, foi muito estranho depois de algum tempo falar em português com quem a gente não conhece. Aeroporto de Guarulhos aquela situação, Internet sem fio que tem que pagar ou ser cliente TIM, sei lá, a fila de check-in da TAM enorme, o fuso horário que quase me faz chegar atrasado para o embarque.

Foi muita canseira e a nossa paciência também se cansa. O avião atrasou e quase uma hora, podia ter acontecido em qualquer lugar. Peguei o Avião São Paulo Recife fiquei ao lado de um casal, duas figurinhas típicas do Brasil, somos jovens e riquinhos e meu celular faz coisas incríveis. Na hora do desembarque estávamos na segunda fila e o casalsinho preferiu ler o jornal e esperar todos saírem do avião, depois de quase 24 horas de viagem... Pedi licença e passei por cima. Cheguei em Recife na hora do rush, fazia tempo que eu não via tanto carro junto fazendo tanta coisa estranha. Fui procurar um computador para acessar a internet, no escritório onde eu estava, quase sete horas da noite as pessoas ainda estavam por lá, disseram que não vali a pena sair na hora do rush iam chegar em casa na mesma hora se saíssem mais tarde.

Agora a diferença... Liguei para a minha esposa 18:30 da tarde ela estava no parque brincando com as crianças e conversando com os vizinhos... E aí turma vale a pena deixar aquele emprego bonzinho e se aventurar? Sei que no Canada tem gente que não consegue um emprego na área, provavelmente falta de assessoria, e fica lembrando do emprego bonzinho e que está garantido quando voltar. Mas que garantia se tem aqui, para ir na padaria temos que ir de carro. E é bem por isso que a quantidade de carros de Recife é igual à quantidade de pessoas em Montreal.

Sinto falta de muita coisa do Brasil, mas muita coisa que já não temos mais, carnaval tranquilo, ir à praia sem medo de ter a casa invadida durante a noite, pedalar na mata de Dois Irmãos sem medo de cruzar com um cativeiro e com os sequestradores, a lista é grande deixa pra lá vocês já entenderam.

Sinto falta de Montreal.

28 de agosto de 2010

Moro em Glenmount, Montreal (escolas)

Depois de quase 10 meses finalmente descobri onde moro, pode parecer estranho mas sou capaz de apostar que pouca gente que mora por aqui sabe o verdadeiro nome do bairro. Glenmount é uma faixa estreita que fica entre a cidade de Mont-Royal e a Avenida Jean Talon, oficialmente fazemos parte de Cote des Neiges e Notre Dame de Grace. Acredito que todos que moram aqui prefeririam fazer parte da Cidade de Mont-Royal, que é muito bonita só que mas parece um condomínio fechado e não possui hospitais, nem Centre d'Emploi, nem outros serviços, para todos esses serviços geralmente temos que ir à Cote des Neiges.

Aqui vivemos bem, temos muitos parques, ruas super tranquilas, vizinhança amiga, muitos brasileiros, mas brasileiros tem em toda parte por aqui. Não temos muitas opções fáceis de transporte público mas podemos dizer que o bairro é em grande parte responsável por nos sentirmos bem aqui no Québec.



Para quem está pensando em onde ficar quando chegar, são muitas as opções todos são unanimes que a proximidade de uma estação de metro é importante, mas hoje vejo que há mais a ser analisado.

Para quem tem filhos uma boa escola é muito importante e aqui não podemos escolher a escola, a criança vai para a escola do bairro. Se morássemos alguns metros de onde moramos, nossos filhos teriam que frequentar a escola na Rua Bedford e Goyer, a Rua Goyer não é um lugar muito bonito e já ouvi falar que existe gente ligada à gangs por lá, tenho que dizer que por aqui não há aqui bairros violentos ou qualquer coisa como tínhamos no Brasil.

Claro que um bairro com bons preços de aluguel não significa que tenha uma boa vizinhança, mas quem mora na Goyer ou em Hochelaga, que é um bairro bonito, eventualmente pode descobrir que há uma gang na rua, e para quem tem filhos...

Algo que considero importante, não sei se estou certo, é que meus filhos frequentem estabelecimentos onde a maioria fale o francês quebecois, algo que não acontecia na garderie onde eles estavam pois todos eram imigrantes. Em alguns bairros há tantos imigrantes que talvez isso os influencie na pronuncia.

Aqui no Canada temos uma sensação de segurança que não tínhamos no Brasil, e quando se mora em um bairro legal em um bom ap, boa escola para as crianças isso nos deixa tranquilos.

Aqui em Montreal temos muitas escolas e todas são regidas por umas tantas comissões escolares diferentes, a escola que nosso filho vai frequentar é da Commission scolaire Marguerite-Bourgeoys, mas existem outras tantas, a minha esposa faz um curso de inglês numa escola regida pela English Montreal School Board que é responsável por escolas em inglês.

Coloquei uns links abaixo para quem quiser pesquisar as escolas.



Comissões em Montreal:
Commission scolaire Marguerite-Bourgeoys
Buscar estabelecimentos de ensino

Commission scolaire de Montréal
Buscar estabelecimentos de ensino

Commission scolaire de la Pointe-de-l'Île

Buscar estabelecimentos de ensino

English Montreal School Board
Buscar estabelecimentos de ensino

Dados sobre o desempenho das escolas da Província

14 de julho de 2010

Vivendo em Montreal

Estação Lionel-Groulx

Pelas ruas de Montreal vejo gente tão diferente, vindas de tantos lugares, essa é uma cidade internacional, me admiro ao ver quando um reporter vai à rua e entrevista um quebecois, e que fala francês em Montreal. Em Cote des Neiges 50% da população é imigrante, acho que lá só um em cada dez passantes tem chance de ser quebecois.

Montreal é uma das cidades canadenses que mais atrai imigrantes, em parte porque o francês é uma língua muito falada em diversos países do terceiro mundo. Mas diferente do que eu pensava antes de chegar nem todo imigrante que chega aqui, ou chegou em alguma época, passa pelo mesmo escrutínio que passamos, comprovação de experiência, formação, etc. Muitos são refugiados, ilegais ou apadrinhados. Esta população cria um mundo a parte que se cruza nas aulas de francisação ou nas lojas de descontos, nos entrepots, no Shopping Plaza Cote des Neiges, neste mundo fala-se um inglês ou francês com sotaque, são mundos diferentes para fundo$ diferentes.

Mas é só conseguir o tal crédito que logo o imigrante procura financiar uma casa fora da ilha. E as casa construídas fora da ilha além de novas, coisa rara em Montreal tem preços melhores. Aqui existem logements para morar e para renda (aluguel) quem compra um logement em Montreal pode querer morar, mas provavelmente vai alugar, nem que seja o andar de cima.

Moradia dos sonhos, Blainville, QC

Moramos em Montreal e não em uma desses bairros recém construídos, mas acho até que aqui temos mais praças, banho de chafariz e piscina municipal e também quadras de tênis. E o que temos em comum em toda parte por aqui é muita tranquilidade para ir e vir e e se quisermos podemos dar uma volta no quarteirão depois do jantar, ver a noite chegar sem medo.

6 de maio de 2010

Vamos às compras!


Quando chegamos não há uma letra do alfabeto que não corresponda a algo que precisamos comprar, e o dinheiro indo embora.

Quando chegamos parece que aqui é a terra dos "atrapes et astuces", o preço na loja nunca é o preço que vamos pagar tem sempre os impostos e as taxas, enquanto não conhecemos as moedas não dá para saber os valores sem uma lente e a moeda de dez é menor que a de cinco, não é raro encontrar um produto ao lado de um preço que não é o dele, na duvida é melhor levar à uma leitora de código de barras.

Quem está chegando tem que ter atenção redobrada às palavras aubaine ou rabais, fiquem certos elas significam coisas que um imigrante que acabou de chegar não vai precisar.

Quando contratamos serviços é pior ninguém lhe diz o preço exato, a não ser no caixa. O preço é "x" mais taxa de adesão, mais taxa de inscrição, mais etc. e mais imposto federal e provincial. Gente! Tem sempre uma surpresa, e na hora de pagar a pessoa não vai desistir.

Podemos sempre comprar de brasileiros, fazer negócios com brasileiros é bom, podemos falar em português e muitas vezes o preço é de fato bom. Um pouco de atenção sempre convêm, tem brasileiro que pensa que se estiver comprando algo e depois perceber que não vale a pena pode-se sempre: "vender para brasileiros, eles estão sempre chegando", é melhor conferir o preço na loja e se vale mesmo a pena.

Quando chegamos muitas vezes nos empolgamos com "rabais", ou não lemos algum detalhe na embalagem e pow, compramos algo que não precisamos ou que não vale a pena. Comprou e não gostou, tem um mês para trocar, e como trocamos. É só ir na e procurar o balcão do Service à la clientele e é só largar o pepino por lá. Para trocar não precisa dar o CPF nem R.G, só nota fiscal talvez alguém pergunte o por que está devolvendo, mas muitas vezes só pedem um cartão de crédito para fazer o estorno, ou te perguntam se queres ir na loja pegar outra mercadoria.

28 de abril de 2010

Uns dias neva outros dias bate sol

Parque perto de casa, domingo de sol

Chemin de la Cote des Neiges terça á tarde, que diferença

Chemin de la Cote des Neiges terça 17:30

A tarde, da minha janela

Minha varanda a noite
Eu deveria dizer em uns dias bate sol e em outros neva.

A semana começou com muito sol, 22ºC, uma linda segunda feira, peguei a bike e fui conhecer um pouco da Route verte (20km dos mais de 4000km). Flores por todos os lados, dentes de leão já secos soltavam a suas sementes, até vi uma marmota.
Os jardins por aqui parecem mágicos, em um mês estão horríveis no outro lindos, no começo achei que vinha um jardineiro e plantava tudo escondido, ...que nada, é a primavera mesmo, grama alta, tulipas de muitas cores, e tudo isso sem nenhuma intervenção humana.

Mas depois de tanto sol e temperaturas amenas eis que na noite da segunda feira (26/04) apareceu uma previsão de chuva e neve, nem acreditei achei que seria só chuva mesmo.
Eu já tinha ouvido falar que a primavera só começa mesmo depois de uma boa nevasca, pensei que pelo jeito este ano seria diferente, mas a neve começou já de madrugada e ainda não parou, a temperatura variou de 0 a 3 º C.

Esta manhã, enquanto a neve caía, um casal tirava fotos na porta de nosso prédio, imagino que eram brasileiros recém chegados que deram a sorte de ver neve, quase em maio, afinal quando chegamos aqui queremos mais ver é neve mesmo e esperar até o fim do ano... Acho que eram brasileiros pois moramos no "Copacabana Palace de Montreal", como é conhecido nosso prédio pois tem muitas famílias de cariocas, e também um pouco de cada canto do Brasil, aqui nunca sei se digo Hi, Bonjour ou mesmo bom dia.

À tarde fomos pegar as crianças na garderie lá no Chemin de la Cote des Neiges, lá a neve já tinha acumulado, tirei algumas fotos. A neve no Chemin de la Cote des Neiges sempre vem com mais força, não é à toa que tem esse nome "Cote des Neiges". Vendo toda aquela neve me lembrei do inverno, ...como é bom ter um carro e com nossa garagem coberta e aquecida, víchhh que diferença. No inverno sem carro saíamos da garderie e íamos os quatro para a parada da Rue Plamondon, os dias acabavam cedo e não víamos a hora de subir naquele ônibus quentinho ver a neve pela janela.

E que venha o sol!

1 de março de 2010

Haja neve (amigo canino)

Na quarta passada, dia 24 tivemos uma queda de neve como já não víamos há tempos, no entanto a temperatura variou entre 3º e 4ºC, o resultado é foi uma neve grudenta e escorregadia, uma neve cheia de poças d'água escondidas.
Até os ônibus tiveram dificuldades, a neve não conseguia acumular por causa da temperatura mas era muito escorregadia e o nosso 535 atolava a cada parada do Ch. Côte-des-Neiges, precisando sempre de uma manobra de vai e vem para conseguir sair.

Mas é quando a neve começa a cair com mais força que ocorre algo que nunca foi dito antes, uma corrida secreta, ninguém vai assumir que existe, mas ela existe sim. Esta corrida é disputada entre os que fazem anjo de neve e os que passeiam com cães, os que fazem anjos de neve sempre perdem, é uma pena e depois explico porque.

Quando já acumulou alguns centímetros de neve quem tem cão sai, às pressas, para passear, pega uma guia bem longa e vai insinuando o seu bichinho em qualquer montículo de neve que apareça, as cadelinhas preferem um ponto mais central dos jardins e uma boa guia resolve, pois o dono não precisa invadir o alheio. Gente a coisa só vai aparecer no degelo da primavera, não é BLZ?

Anjo de neve? Haaa, tinha esquecido. Faça na primeira neve do inverno.
Criança gosta de anjo de neve, imigrantes (brasileiro) também. Mas é preciso muita agilidade para vestir mil roupas e ainda chegar antes dos cães, coisa que crianças e imigrantes não tem.

Ingenuidade é ouro, a gente na neve a bater os bracinhos quem poderia suspeitar que naquela neve um amigo canino já se aliviou. Mas agora acabou o segredo, tomara que a sociedade protetora dos animais não venha bater na minha porta, mas é que eu precisava desabafar.

Haa, você fez anjinhos nessa última neve?...

24 de fevereiro de 2010

Sistema Bancário

Complementando a postagem anterior aqui recebemos dois cartões, um de crédito e outro de débito, quando não dá para pagar com um tenta-se o outro e por que ter um com as duas funções se você pode ter dois? O sistema bancário aqui é complicado mesmo, eu ainda não tentei pagar uma fatura no caixa eletronico, as faturas não tem código de barras, mas no home banking temos que cadastrar o favorecido (ex. Hydro quebec, Bell mobilité, Bell tv, etc.) e indicar o valor, as vezes complica como no caso da Bell.

O site do HSBC é diferente do site do Cartão Mastercard do próprio banco, só tem um link para sermos redirecionados para o outro site onde temos que digitar senha e responder perguntinha secreta.

Compramos um carro e fizemos um cheque administrativo, o caixa retirou o dinheiro da gaveta começou a contar e eu falei "é um cheque" e o cara me diz "só vou contar", resumindo ele tirou o dinheiro da minha conta, contou e depois colocou de volta na gaveta, não era mais fácil fazer uma notinha para eu assinar?

É complicado, mas por outro lado quando entramos no banco tem alguém na recepção que nos atende, tira algumas dúvidas e avisa ao gerente que estamos aguardando, o gerente se prepara para nos receber, nos convida para entrar e sempre nos atende como se deve, ninguém interfere na hora do atendimento e o gerente não precisa tirar dúvidas com algum colega, eles sabem o que fazem.

10 de fevereiro de 2010

Eu e esta minha boca



Já começamos a notar que ficar ao sol faz alguma diferença, com roupa preta já esquenta um pouco, é a primavera querendo chegar? Não sei mais em dezembro-janeiro ficar ao sol não fazia a menor diferença, o frio era o mesmo.

Então as pessoas daqui me perguntam: "O que está achando do inverno canadense?" Eu e esta minha boca respondo: Eu esperava que estivesse mais frio.
Gente! se lhe fizerem esta pergunta digam que nunca estiveram em lugar mais frio, aí a pessoa com quem você está falando vai dizer: "Era para estar mais frio, para ter mais neve...".

Dizer que o inverno não está tão frio é uma ofensa para as pessoas daqui. Haa! Mas o termômetro está marcando positivo em fevereiro e choveu em janeiro, cientificamente cai 200cm (2 metros) de neve no inverno e até agora só caiu 95 cm... Cientificamente o brasileiro era para estar dançando rumba no carnaval de fevereiro.

Com 90 dias de Canadá o que posso saber, né? Vamos concordando: é, está um frio de rachar, é, falamos espanhol, oops não, espanhol nãoooo, falamos PORTUGUÊS!

27 de janeiro de 2010

Neve vem, neve vai, mas kd o inverno Canadense?

Foto tirada em 09/12/2009

Foto tirada em 27/01/2010

É melhor nem perguntar pelo inverno, não é mesmo? Depois ele vem com força total.
O fato é que desde o fim de semana passado que os termômetros estão em alta, chegamos a 12ºC e como dá para ver pelas fotos não foi pouca a neve que derreteu.

Para quem como nós tem que empurrar carrinho de bebe é ótimo, pois onde a neve se acumula dificulta ou impede a passagem e quando os carros passam na neve macia deixam marcas fundas de pneus que depois viram gelo.

O lado desagradável deste degelo é descobrir a quantidade de sujeira que estava acumulada embaixo da neve, restos de comida, papéis, milhares de pontas de cigarro. mas é também uma chance para as pessoas que perderam luvas reencontra-las, se bem que a aparência delas já não é mais a mesma.

Aqui temos o dia bom e o dia bonito. O dia bom é quando a temperatura está +/- 0ºc e o dia bonito é quando faz sol. Quando faz sol geralmente não tem nuvem alguma no céu, porém a temperatura baixa muito. Nos últimos dias, excepcionalmente, tivemos dias bons e bonitos, com temperaturas acima de 0 e com sol. Quem diria, para quem esperava morar em um iglu, mas como dizem por aqui "esperem até fevereiro".

21 de janeiro de 2010

Onde ficar? Compre um carro e procure melhor

Não dá para negar, comprar carro é uma necessidade no Canadá, e para quem está procurando um ap a compra do carro muda tudo pois a proximidade de uma estação de metro deixa de ser prioridade, a prioridade passa a ser preço e qualidade do imóvel.

Algumas cidades próximas são muito bonitas, Brossard, Laval, Repetigny, Longueil, Lasalle.
Por exemplo, Laval é uma típica cidade dormitório, e há oferta de imóveis mais novos do que na ilha. E as autoestradas encurtam as distancia, para quem quiser economisar agasolina é só estacionar na estação de metro mais próxima ou perto de uma.

Procure o carro no Kijiji, some as taxas, o emplacamento e o seguro, as taxas são 5% para o federal e 7,5% para o provincial, o emplacamento acredito que deve ser pouco mais de 1000$cad e o seguro vai variar mas o máximo deve ser uns 500 por ano, mas este valor é reduzido se for apresentado uma carta de recomendação da seguradora brasileira.

Outra opção é ir direto na Boulevard Curé-Labelle em Laval lá tem muitas lojas de automóveis.

Chegou, está sem emprego e sem grana para comprar o carro, procure uma transferência da bail em que o contrato termine em poucos meses, fique em Montreal até consiguir um emprego e se capitalisar, durante este periodo você vai ter descoberto muitas opções. Mas atenção, se é uma transferência de bail que lhe interessa não aceite um novo contrato (1 ano).

Montreal não é a única opção de moradia, algumas áreas em Montreal podem oferecer alugueis a um preço bom, mas a qualidade e a idade dos imóveis... Sem falar na vizinhança, na parte baixa de CDN (Cote des Neiges) tem um shopping em que na Canadian Tire muitas mercadorias são trancadas e é proibido entrar com sacolas, tem um supermercado que fede a peixe mesmo do lado de fora, na praça de alimentação tem um cartaz pedindo para as pessoas não ficarem vadiando e em alguns lugares falta cerâmica no piso, a moça da limpeza precisa de uma limpeza mas a galera que frequenta nem liga estão vadiando mesmo.

Estas áreas não é que sejam perigosas mas todos temos um ideal de moradia em mente que talvez seja mais fácil encontrar em uma cidade próxima. Eu moro em Montreal em um bairro ótimo no Copacabana Palace, prédio onde mora muitos cariocas, no entanto o aluguel é caro por ser perto da bela cidade bairo de Mont-Royal.

13 de janeiro de 2010

Bateu saudade do Brasil passa no consulado.

O consulado do Brasil é território Brasileiro no Canadá, quem precisar dar uma passada por lá é só ir até a estação Atwater e procurar a saída para Westmount Square, fica meio escondida mas é do lado oposto à da place Alexis Nihon, a saída vai dar em um mini shopping, procure o elevador para a torre 1.

E boa sorte!

Eu estava querendo uma tradução da carteira de motorista e estava por perto, fui lá, já pensando que eu deveria ter ligado antes para saber os detalhes. Entrei no consulado notei logo que a língua mais falada era o quebeco mas na verdade estávamos era no Brasil mesmo.

Vi que tinha que pegar ficha na entrada e que só poderia pagar com cheque visado, fiquei desconfiado, para piorar meu número estava bem longe de ser chamado.
Estando no Brasil eu poderia esperar até ser chamado e descobrir que estava faltando algo que eu deveria pegar e voltar mais tarde ou furar a fila e por a cara no guichet com a velha frase "só uma dúvida". Calcule quanto tempo já perdemos porque alguém tinha "só uma dúvida" e passou nossa frente, Mas será que não dava pra por alguém, como fazem os bancos aqui, só pra tirar dúvidas e acelerar as broncas mais fáceis? No Brasil não.

Deixei a ficha lá e voltei para casa para dar uma ligada, me atende uma moça que só sabe me dizer: "Aí, então, como eu estaava tchi dizeendo, tem que ver no site" pensei vai ter má vontade assim longe. Fui ver o site e realmente lá diz que não são dadas informações pelo telefone, No Brasil é a Maria João aqui é a Maria aí Então.

Resumindo para fazer a tradução tinha que ir lá, depois ir nos correios, ou em um banco fazer um tipo de cheque e voltar para o consulado, provavelmente a volta é sem ficha só pra revoltar a galera com ficha que tá com cara de tacho por lá. E por fim em algum prazo que desconheço voltar para pegar a tradução.

Claro que não entrei nessa, peguei o telefone do Emanuel tradutor OTTIAQ, (514)-768-5963, escaneei a habilitação e mandei para ele, com menos de uma semana estavam prontas a minha e de minha esposa.

Aí então? Bateu saudaadgi? dá uma passadeinha no consulaado!

9 de janeiro de 2010

A neve é linda!

A neve é linda quando está caindo e é lindo quando os caminhões a levam embora.

Não tem nada que se possa comparar com ver a neve caindo perto de um poste a noite, parece muitos insetinhos ou folhinhas que caem e as vezes sobem levadas pelo vento, dá uma paz...

Mas pela manhã a vida recomeça e é preciso atravessar rua puxar carrinho de feira, mesmo com carro também não é fácil, se bem que é muito melhor.

Quando muita neve cai os tratores vão empurrando tudo para os lados, tem o trator de rua e o de calçada e eles empurram tudo em cima dos carros estacionados formando um murinho de cada lado deles, as esquinas são o grande depósito de neve pois como não é permitido estacionar quem mora perto joga ali a neve da entrada da casa. Como, geralmente, só podemos atravessar as ruas nas esquinas não é fácil, e com criança...


Trator de calçada

Mas em um certo dia colocam muitos avisos de proibido estacionar, aí já sabemos que vão levar a neve (deneigement) do lado da rua onde foi colocado o aviso e que em breve vamos nos locomover com facilidade.

Colhedor de neve

Ontem eu estava chegando em casa e lá estavam, o grande caminhão e o grande trator colhedor de neve, estavam levando a neve de uma rua que faz esquina com a nossa, achei aquilo tão lindo, me deu uma paz.