Começo do processo com envio do dossiê

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25 de setembro de 2011

Tapioca com queijo assado em Montreal

Humm! Tapioca com queijo assado para o jantar e também requeijão.


Fim de semana sem muito o que fazer, resolvemos conhecer o Soares et fils, um mercadinho de portugueses que fica na avenue Duluth Est nº 130, aqui em Montreal. Lá eles tem muitas coisas do Brasil, mas o queríamos mesmo era o ingrediente principal da tapioca, a goma de mandioca. Não é exatamente goma de mandioca da feira de Casa Amarela, o que eles tem é o polvilho azedo ou o doce, dei uma pesquisada na internet e pelo jeito não há uma unanimidade quanto a qual é o mais indicado. Usei o azedo e ficou bom, na próxima vez compro o doce para experimentar.


Os queijos compro no Adonis. O queijo assado não é exatamente um queijo de coalho mas é muito parecido, na verdade usei dois tipos, o Baladi e o Halloum, ambos muito saborosos mas o halloum precisa ficar um tempo imerso em água para ficar menos salgado. Alguém pode dizer que não é a mesma coisa, mas mesmo no Brasil o queijo de coalho já não é a mesma coisa faz tempo. O requeijão é dinamarquês e muito bom, vem em um copinho de vidro como antigamente.

E falando em queijo ainda não encontrei lugar melhor para comprar que o Marché Bonanza, lá encontro Brie, Camembert, Oka, etc a preços mais baixos e também muita comida italiana.

2 de setembro de 2011

Mercado de trabalho



Esta semana eu estava lendo o post de um amigo arquiteto sobre o mercado de trabalho para arquitetura no Quebec e resolvi dar também a minha opinião. Na verdade creio que todas as profissões sem muita demanda e regulamentadas, como arquitetura estão em uma situação semelhante: muitas ofertas nos sites como jobbom mas que não são tão acessíveis aos profissionais brasileiros sem um preparo para a realidade canadense.

Dois fatores abrem as portas para estes profissionais, atitudes, tempo ou os dois. Quando falo de atitude é buscar uma formação oficial, conhecer pessoas da área e o mercado de trabalho, que aqui é muito diferente do brasileiro. O fator tempo é incerto mas ajuda, com o passar do tempo, e com a ampliação dos contatos as oportunidades aparecem. Muitos brasileiros optam por fazer curso de francês como língua segunda, recebendo um pret, isto não leva diretamente à profissão desejada, mas serve para aprimorar o francês, serve como remuneração e com o tempo uma porta acaba se abrindo, conhecer a realidade aqui também facilita.

No Brasil a primeira coisa que fazemos é procurar ofertas de empregos em nossa área para mostrar na entrevista do CSQ, mas o contratante quer um profissional com uma experiência especifica em uma determinada área, alguém que tem uma grande "bagagem profissional" não interessa e logo a entrevista vai tender para: "você tem uma experiência com a legislação local", ou quem sabe:) "você sabe carimbar com carimbo rosa uma página azul". Tendo um C.V. bem redigido, as entrevista acontecem, mas é preciso ter aquilo que o empregador procura.

E a carta Priime ajuda? Carta priime é um compromisso do governo em pagar 50% do salário. Pense como um empregador, que tem varias hipotecas para pagar, você contrataria alguém que precisa de uma carta priime e que não tem experiência correndo o risco do profissional fazer tudo errado? A carta ajuda mas empregadores que aceitam nem sempre estão pensando em manter o profissional por muito tempo.

Como entrar no mercado de trabalho no Canadá?
Acredito que o melhor modo de se estabelecer aqui é começar com a francisação passar para uma formação, universitária, para quem tem planos a longo prazo, ou um curso tipo DEP, AEC, de formation continue. Estudar também paga as despesas e é para isso que serve a "aide financière aux études", quem tem agente do emploi Québec pode pedir o custeio das despesas do curso, livros, etc. Procurar emprego sem uma formação local não só pode ser uma perda de tempo como de melhores oportunidades e opções de carreira. Falo em opções de carreira pois existem muitas especialidades e é preciso conhecê-las antes de entrar no mercado de trabalho, imigrar é recomeçar.

Conhecer as especialidades. Imagine que alguém que tem experiência com crianças e consiga trabalhar em uma garderie, esta mesma pessoa poderia ter feito um curso preparatório e descobrir que existe uma especialização como instrutor de pintura à dedo para crianças surdas que seria mais interessante, claro que isto é só um exemplo.

Se no Brasil a opção é passar em um concurso de agente carcerário para poder pagar uma escola +/- ter uma carro e alguma segurança financeira aqui a qualidade de vida aqui já é garantida, aqui podemos buscar uma realização profissional, (escolher com liberdade), podemos ser Asset Risk Consultant, Technicien en Bâtiment, charpentier e no fim do dia vamos pegar o mesmo trem caminhar tranquilos pelas ruas esquiar no inverno, brincar no parque sem medo e visitar o Brasil.

22 de junho de 2011

Sou tua amiga bicicleta

Como é bom pedalar por aqui, pedalar no Quebec rima com descoberta, com passeio, com détente.

O mundo roda sob os pneus da minha bike e a Belle Province passa diante de meus olhos:

Canal de Lachine
Parc de la cité, Saint-Hubert, QC
Route Vert 1, Chambly
Fort de Chambly, longe mais valeu.

Pedalando com os amigos no Lac-Supérieur
A amiga bicicleta



A Bicicleta
Composição: Toquinho / Mutinho

B-I-C-I-C-L-E-T-A
Sou sua amiga bicicleta.

Sou eu que te levo pelos parques a correr,
Te ajudo a crescer e em duas rodas deslizar.
Em cima de mim o mundo fica à sua mercê
Você roda em mim e o mundo embaixo de você.
Corpo ao vento, pensamento solto pelo ar,
Pra isso acontecer basta você me pedalar.

B-I-C-I-C-L-E-T-A
Sou sua amiga bicicleta.

Sou eu que te faço companhia por aí,
Entre ruas, avenidas, na beira do mar.
Eu vou com você comprar e te ajudo a curtir
Picolés, chicletes, figurinhas e gibis.
Rodo a roda e o tempo roda e é hora de voltar,
Pra isso acontecer basta você me pedalar.

B-I-C-I-C-L-E-T-A
Sou sua amiga bicicleta.

Faz bem pouco tempo entrei na moda pra valer,
Os executivos me procuram sem parar.
Todo mundo vive preocupado em emagracer,
Até mesmo teus pais resolveram me adotar.
Muita gente ultimamente vem me pedalar
Mas de um jeito estranho que eu não saio do lugar.

B-I-C-I-C-L-E-T-A
Sou sua amiga bicicleta.


30 de maio de 2011

Compreendendo o pensamento local. parte 1

Entender a "nação quebecois" é compreender a dinâmica de suas relações interpessoais, algo que me ajudou foi assistir os vídeos de Lionel Laroche e quem quiser pode até comprar o livro. O modo como as pessoas se relaçionam baseia-se em um conceito, próprio, de respeito mutuo, que basicamente dita a não confrontação.

Exemplificando o conceito de respeito mutuo, alguém tem uma ideia absurda, (pode ser um projeto, conceito, produto, teoria, etc) e a expõe a um quebecois, ele dirá algo positivo sobre o trabalho desta pessoa e acrescentará algo como: "Esta ideia é de difícil realização, mas vamos estudar a sua implementação em um momento futuro", em outras palavras é uma bobagem e ponto final.

Mas atenção pois não só as pessoas ocultam as opiniões negativas como também evitam demonstrar que um certo julgamento é definitivo. Para quem está empolgado com a sua idéia não perceber a desaprovação e não compreender que o julgamento é definitivo mostrará uma dificuldade de comunicação

Vai expor uma ideia, um trabalho, etc. seja objetivo , disse o que tinha para dizer, ponto final, um quebecois geralmente escuta como se tivesse todo o dia para faze-lo, mesmo se este não for o caso.

Por outro lado ninguém pode reclamar que não foi ouvido, aqui qualquer um pode ser ouvido mas para isso é preciso ligar antes. Tem que ligar para marcar rendez-vous, para saber quando vai ser a soirée d'information, portes ouvertes, etc. Tudo começa ao telefone. Diferente do Brasil é muito mais fácil para um desconhecido falar ao telefone com o diretor, o chefão. Uma vez ao telefone vale a regra do "ponto final" o quebecois, geralmente, não vai demonstrar, com clareza, que não está interessado, logo prolongar a conversa não vai ajudar, disse o que tinha para dizer, merci et bonne journée!

Continua...

25 de março de 2011

Vamos pedalar!

Não há nada melhor que pedalar nas ciclovias aqui e quem gosta de bicicleta (bécique em quebecois) já começa à avoir fourmis dans les jambes ao primeiro sinal da primavera. Para quem está pensando em começar eu preparei um pequeno dicionário que pode ajudar. *



Bécique; vélo - bicicleta
Casque - capacete
Crevaison - pneu furado
Gants - luvas
Mouliner - pedalar de forma constante
Remendo - Patch

Semana passada eu li um post muito interessante alertando sobre uma bicicleta em promoção no Canadian Tire, custo 99,99 $, esta semana recebi o jornal do Wallmart e encontrei uma promoção ainda melhor $98.00, mas não é o preço que é melhor é a quantidade de marchas a do Wallmart tem 3 a mais. Quem gostou da dica pode parar de ler e ir correndo aproveitar, mas não se esqueça de incluir na compra luvas e capacete.

Para quem decidiu comprar uma bike o principal a ser considerado na escolha é o material, alumínio, cromo, ou ferro, o numero de marchas, 18, 21 ou 27 marchas e o peso. Por um pouco mais de $$ pode-se comprar uma bike "confortavel" full-suspension, com amortecedor na frente e atrás, mas seria um erro pois cada suspensão acrescenta um peso que vai parecer uma tonelada subindo o Ch. de la Cote-des-Neiges. Para bicicletas de menos de 600$ os amortecedores devem ser evitados. As bicicletas de ferro além de serem mais pesadas o sal que jogam nas ruas as faz enferrujarem mais rápido. A bicicleta ideal para passear em Montreal é de alumínio, tem bagageiro e para-lamas.

Deve-se pensar também se a bike vai ser mesmo usada, algumas pessoas fazem dois ou três passeios no verão e não acham mais tempo para pedalar, a cidade está cheia de bicicletas de 100$ abandonadas, passando invernos acorrentadas a postes e grades. Para quem quer dar uns passeios no verão a opção pode ser alugar ou se inscrever no Bixi, sei que algumas lojas na rue Rachel Est alugam. Minha sugestão é procurar a My Bicyclette que fica perto do Marché Atwater e ao lado de uma das melhores ciclovias de Montreal. O preço do aluguel não é super barato mas é melhor que comprar uma bike descobrir que ela só serve para ocupar espaço.

Bixi

Aqui podemos podemos pedalar sem medo, já pedalei em uns lugares bem estranhos e quando eu achava que ia aparecer uma gang de mal-encarados aparecia um casal de velhinos passeando com seu cãozinho ou alguma moça correndo sozinha em passagens subterrâneas cheias de pichações. No entanto os estacionamentos de bicicletas são bem visados pelos ladrões e uma boa corrente deve prender não só a bike como as rodas e o selim.

Bem, enquanto a temperatura não chega aos dois dígitos positivos fico sonhando com meus passeios favoritos:
  • Piste cyclable du Canal de Lachine
  • Piste cyclable du canal de l'aqueduc
  • Piste cyclable des Berges
  • Piste cyclable Le P'tit Train du Nord (minha preferida)

* O dicionário mais completo está na pagina que fiz para fiz para PEBC.

11 de março de 2011

Curso de Québécois-Saguenéen

Este mês eu vi um vi um filme franco-quebecois: Le bonheur de Pierre, peguei na biblioteca aqui perto, conta a estória de pai e filha que vem da França morar em uma pequena cidade da região do Saguenay e a reação dos moradores da cidade.
Gostei muito do filme, um dos aspectos relevantes da estória é a referencia ao sotaque da região, que está para o Quebec assim como o caipira está para o Brasil.



Descobri um canal no Youtube dedicado ao filme e o que que é muito interessante no canal foram dois videos dedicados à ensinar o français Saguenéen. Dizem que o francês da região é muito diferente do francês de Montreal, mas para quem não está muito familiarizado com o francês quebecois não há diferença aparente e poderá aprender muito assistindo à esses vídeos. A dificuldade em entender o francês quebecois depende de com quem se está falando, da origem ou do nível de instrução, quanto menos instrução mais o falar adquire características próprias de uma região ou grupo e vice-versa.

Mas vamos ao que interessa Curso de Québécois-Saguenéen.


Introduction au cours de Québécois-Saguenéen


Cours de Québécois Saguenéen

18 de fevereiro de 2011

Meu GPS


A Francesa (é assim que chamamos nosso GPS) esteve adoentada esses dias, fiz um update nos mapas e de repente parou de funcionar, depois de instalar programas, reinstala-los, renomear pastas, finalmente voltou a funcionar e nem sei como fiz para voltar ao normal. Na proxima vez vou pensar duas vezes antes de atualizar.

GPS são coisinhas muito úteis em terras estranhas, mas também são as coisas mais cobiçadas pelos drogados daqui. Um dia desses saí de casa e vi algo que toda semana eu via no Brasil, vidro de carro quebrado na calçada, tinha sido o GPS dos nossos vizinhos que tinha sido roubado. Eles foram na polícia e acho até que foram foram ressarcidos pelo prejuízo. Há quem diga que devemos evitar os suportes de para-brisa, limpar o vidro para tirar a marca da ventosa, usar outro tipo de suporte que possa ser retirado sem deixar marcas e claro nunca deixar o GPS à vista. Eu ainda uso o suporte do para-brisa mas nunca deixo-o fixado quando saio do carro, é... a coisa é grave assim.

Essas coisinhas muito úteis ás vezes nos aprontam, na verdade não é muito culpa deles. Um dia desses peguei um endereço em Laval e não tinha jeito do GPS encontrar o local nem me deixava terminar de digitar o endereço, acabei usando o Google maps do celular. Na verdade não era Laval era "municipalité de Chomedey sur l’île de Laval"*, e aqui existem diversos locais assim como Le Gardeur, Repentigny, que é a cidade é Le Gardeur no município de Repentigny. O problema é que muita gente no endereço escreve o nome do município e não o da cidade. Para evitar problemas o melhor é tentar incluir o código postal na hora de inserir o endereço no GPS.

Pois é a francesa esteve parada uns dias, resolvi fuçar, de tanto mexer descobri que o meu GPS é um tablet pc rodando windows ce. Mas para ter acesso é preciso colocar uns programas na memoria micro-SD, então no boot o GPS entra no windows, sendo possível acessar por lá o programa original do GPS assim como outros programas que se queira instalar, para por exemplo usar o GPS no Brasil. Também é possivel assistir filmes, editar textos, tocar mp3, jogar e um monte de outras coisas que um tablet pc pode fazer. Se vale a pena hackear o GPS? Para quem quer levar o GPS para o Brasil tem curiosidade e paciência para encontrar os programas e instala-los ou se o seu GPS já está muito ultrapassado pode ser, mas como aqui e no Brasil é proibido assistir filmes e dirigir e como os celulares já fazem um tantas de coisas legais, achei melhor deixar como está.

*Laval se situa numa ilha, é conhecida como île de Laval, mas oficialmente se chama Île Jésus.

14 de fevereiro de 2011

A síndrome da deterioração do inglês


Em Montreal tanto o francês como o inglês são utilizados, mas há quem viva com um ou outro exclusivamente, ou como a maioria utilize mais o francês. Mas quando optamos por uma língua o fazemos em detrimento da outra, no caso o inglês e não adianta ter inglês fluente, ter vivido em inglês, parou de usar uma língua ela vai se deteriorar.

Não é algo que acontece do dia pra noite, logo que optamos por uma língua, acontece aos poucos, insidiosamente. Um dia você começa a falar com alguém em inglês e seu francês fica querendo se meter na conversa, alguém pede para soletrar algo e de novo, saí um "û" no lugar do "iu". Se durante a conversa te perguntam se você fala francês o caso é grave.

Então a gente lembra que quando chegamos no Quebec falávamos inglês invés de francês, que agora entendemos perfeitamente a programação inglesa da tv e na hora de falar... Mas não acho que perdemos a outra língua, ela só fica meio preguiçosa temos que exercita-la sempre que possível, tem sempre alguém com quem podemos falar em inglês, um amigo, um colega, um vizinho ou um cara na parada de ônibus, temos que encarar como um exercício, as vezes é difícil, mas é muito necessário.

9 de dezembro de 2010

Foi Muita Neve


Foi muita neve mesmo, falaram em 25cm de acumulo, mas posso garantir que quem no lugar que deixou o carro encontrou um monte de neve não deve estar de acordo.

Muitos fatores influenciam no acumulo de neve, os principais são o vento e o lado para onde o trator jogou a neve da rua, ou da calçada. Se no meio da noite o trator limpou a rua e a calçada no outro dia os carros estacionados terão um certo problema para sair da vaga.

Este é o nosso segundo inverno, no primeiro a primeira tempestade foi a mais forte, espero que esta também seja a maior deste inverno, outra como essa... Mas Montreal não pára, muita gente com pás cavando e a neve caindo e a vida seguindo como se nada tivesse acontecido e alguns dias depois, boa parte da neve é retirada.

Em nosso primeiro inverno não tínhamos carro nem conhecíamos bem o sistema de transporte. Depois descobrimos que era melhor pegar outro ônibus, andar um pouco mais ou descer em outra estação de metro e assim evitar esperar no frio o maldito 92. No inverno passado a maior parte do tempo que passamos expostos ao frio foi em alguma parada de onibus parados ou sentados em bancos gelados, inverno com carro é outra coisa.

30 de outubro de 2010

Há quanto tempo que não te vejo!

O que deixamos no Brasil? Amigos, parentes e nossas lembranças. A nossa rua já não é a mesma, a praia deserta de nossa infância já não é deserta. No Brasil sinto a segurança de estar em minha terra, mas o desconforto cruel de uma imprevisível violência. Se atrás de muros vê-se muitos prédios subindo, a rua continua a mesma: violência pobreza e congestionamentos sem fim.

Recife

Há quanto tempo que não te vejo!

Não foi por querer, não pude.
Nesse ponto a vida me foi madrasta,
Recife.

Mas não houve dia em não te sentisse dentro de mim:
Nos ossos, nos olhos, nos ouvidos, no sangue, na carne,
Recife.

Não como és hoje,
Mas como eras na minha infância,
Quando as crianças brincavam no meio da rua
(Não havia ainda automóveis)
E os adultos conversavam de cadeira nas calçadas
(Continuavas província,
Recife).

Eras um Recife sem arranha-céus, sem comunistas,
sem Arrais, e com arroz,
Muito arroz,
De água e sal,
Recife.

Um Recife ainda do tempo em que o meu avô materno
Alforriava espontaneamente
A moça preta Tomásia, sua escrava,
Que depois foi a nossa cozinheira
Até morrer,
Recife.

Ainda existirá a velha casa senhorial do Monteiro?
Meu sonho era acabar morando e morrendo
Na velha casa do Monteiro.
Já que não pode ser,
Quero na hora da morte, estar lúcido
Para te mandar a ti o meu último pensamento,
Recife.

Ah Recife, Recife, non possidebis ossa mea!
Nem os ossos nem o busto,
Que me adianta um busto depois de eu morto?
Depois de morto não me interesará senão, se possível,
Um cantinho no céu,
"Se o não sonharam", como disse o meu querido João de Deus,
Recife.

Manoel Bandeira

27 de outubro de 2010

Voltar é tão bom


Decisão de ir à Recife foi tomada em cima da hora, por isso tive que pagar a conexão São Paulo - Recife pois a Air Canada não tinha este trecho para a data que eu queria. Além da despesa extra não pude levar as malas maiores, pois seria um voo doméstico e eu não quis arriscar ultrapassar o limite de tamanho.

Tive que comprar novas malas, optei por comprar malas baratas e reforça-las com o Protec Bag, comprei as malas no bairro de São José, no Souza Bolsas, que fica na Rua Sta Cecília com R. Santa Rita, também comprei uma bem fraquinha no Extra R$69,00 que mandei como mala extra (US107,00). Pelo preço das malas eu já esperava algumas avarias, das três só uma chegou inteira, mas o Protec Bag e algum metros de durex protegeram o conteúdo que é o que importa.

Não sei se ainda está valendo mas quando viemos pela primeira vez a Air Canada franqueou a terceira mala pois estávamos imigrando garantindo um total de 116kg para cada. Era válido para passagens compradas à Air Canada e deveríamos informar que eramos imigrantes. Já o passageiro comum tem direito a 84kg de bagagem, duas malas de 32kg que são despachadas no check-in, uma mala de mão de 10kg e pastas executivas, laptops, bolsa do bebê, malas para câmeras, caixas ou outros similares tabém 10kg. No dia da viagem acordei cedo preocupado com o peso das malas e a quantidade de bagulho que elas continham, cheguei cedo no aeroporto, procurei um balcão desocupado da Tam e pesei novamente as malas, a mais pesada tinha 31,8kg as outras não estavam muito diferentes.

Foi muita bagagem, em Toronto temos que pegar as malas em uma esteira e levar para outra esteira, se Toronto não for o destino final, felizmente eu estava prevenido e com uma moeda de 2 cad peguei um carrinho para as malas, mas quem chega com crianças e mais de 8 malas como foi nosso caso, no ano passado o é melhor pagar um carregador 26 cad, ele vai fazer o trabalho pesado e indicar o local para despachar as malas para o destino final. Para quem está imigrando além da ansiedade e das 11 horas de voo, pegar todo aquele peso e ainda achar a tal esteira não é fácil.


Desta vez eu estava voltando para casa, o visto no passaporte não tem mais validade o importante é o documento de residente permanente que é mostrado nos check-in e no desembarque. O PR Card é nossa identidade e garantia de poder voltar ao Canada por isso é muito importante para quem está imigrando poder informar na imigração um endereço para o envio do PR Card, um endereço fixo pois este documento demora a chegar e o endereço tem que ser válido no momento do envio, logo endereço do hotel ou apartamento temporário deve ser evitado, peça a um amigo para dar o endereço dele, não sei se podemos dar um numero de caixa postal seria prático pois existem muitas agencias de correios com caixas postais.

A viagem é cansativa e no meu caso são quase 24hs, mas as aeronaves são, relativamente confortáveis, com tela no encosto da frente, um pouco mais de espaço que outras linhas aéreas. Para mais conforto deve-se escolher poltronas sobre as asas (entre 10 e 30 dependendo da aeronave), no fundo da aeronave as turbulências são muuuuito maiores. Mas o pior são as conexões, a espera a procura do portão, etc.

Alguns conselhos:
  • Para quem faz conexão em São Paulo entrar na sala de embarque antes da hora prevista pois lá é mais calmo.
  • Atenção ao fuso alterar os relógios ainda no avião.
  • Quem chega ao Brasil correr para a fila de check-in se vai fazer alguma conexão e por fim usar os totens para fazer o check-in.
E boa viagem!

25 de outubro de 2010

Malas em camadas

Minhas malas

Voltei ao Brasil às pressas pois minha mãe que estava doente, felizmente está bem agora, mas voltar foi uma boa oportunidade de trazer muitas coisas que ficaram no Brasil, também para fotografar e inventariar os objetos que ainda não vieram, coisa que não fizemos quando emigramos pois não tivemos nem tempo nem cabeça para fazer.

Mas como trazer tudo sem quebrar e conseguir trazer o máximo possível e o que trazer? O que trazer é muito pessoal, mas alguns itens são indispensáveis, como documentos, livros e música brasileira, arquivos digitais são muito importantes, principalmente para quem depende de um bom portfólio. Aconselho trazer dois hds externos de boa qualidade ou ainda usar um hd virtual. Caso as malas se extraviem é bom ter na mala de mão ao menos uma muda de roupa, talvez um par de sapatos, comigo aconteceu de cair o salto em plena sala de embarque e se pode acontecer com sapato masculino...

Nas malas despachadas deve-se evitar colocar documentos, objetos de valor, eletrônicos e mesmo cds ou dvds pois despertam a cobiça ao alheio. Nas malas de mão evitar aqueles itens como líquidos, objetos cortantes e não trazer plantas, carnes, itens que podem ser apreendidos pela vigilância sanitária.

Comecei a arrumar as malas com uma camada de roupas arrumadas de modo a se adaptar às hastes do puxador, depois uma camada de livros pra proteger, então vieram roupas, objetos frágeis, mais uma camada de livros e última camada de roupas roupas, geralmente lençóis ou toalhas. O mais importante é considerar que cada dobra de um tecido é perda de espaço, logo devemos evitar dobrar, as pernas das calças ficam para fora e são colocadas para dentro por último, tecidos maiores como toalhas de mesa também deixei por último.

Para caber tudo Space Bag ou coisa parecida não valem a pena só dificultam, são menores que a mala, logo não ocupam todo o espaço disponível, ou são maiores e não cabem, é dificil colocar roupas mais volumosas sem desdobrar e bagunçar as que já estão dentro. O Space Bag reduz o volume mas só nas primeiras horas depois o ar entra... Tenho um segredo que é muito melhor, coloco nas malas o que der depois coloco uma sobre a outra, ou no meu caso três empilhadas, no outro dia a que ficou em baixo já tem mais espaço e depois de repetir o processo durante alguns dias consegue-se colocar muito maus coisas. Para malas maiores o limite geralmente é o peso e não o volume e foi o caso das duas malas a cima, a da esquerda um pouco menor levou só objetos mais pesados e a azul coisas mais leves porem volumosas.

Muito importante não tenha medo de desfazer e refazer a mala.

CONTINUA

17 de outubro de 2010

Baudelaire

Esta semana eu criticava meus colegas da Aliança que enchiam a boca para dizer que liam Baudelaire e como o francês da época era diferente, e quem eu vou citar neste post? O próprio, Baudelaire.

Sempre desdenhei dos "exibidos" que sempre achavam um momento para interromper a aula e como se não fosse nada citar diferenças entre o francês da aliança e aquele dos livros que liam. Para mim falar a língua já era o bastante.

Mas não seriam as minhas convicções que me impediriam de mostrar, ao menos uma parte, deste poema. Além do mais, para quem imigra trazer na mala convições e certezas é trazer um excesso de bagagem que sai muito caro.

Selecionei apenas uns trechos que achei quem tem significado para nós imigrantes.


Le Voyage

À Maxime du Camp


Pour l'enfant, amoureux de cartes et d'estampes,
L'univers est égal à son vaste appétit.
Ah! que le monde est grand à la clarté des lampes!
Aux yeux du souvenir que le monde est petit!

Un matin nous partons, le cerveau plein de flamme,
Le coeur gros de rancune et de désirs amers,
Et nous allons, suivant le rythme de la lame,
Berçant notre infini sur le fini des mers:

Les uns, joyeux de fuir une patrie infâme;
D'autres, l'horreur de leurs berceaux, et quelques-uns,
Astrologues noyés dans les yeux d'une femme,
La Circé tyrannique aux dangereux parfums.


Mais les vrais voyageurs sont ceux-là seuls qui partent
Pour partir; coeurs légers, semblables aux ballons,
De leur fatalité jamais ils ne s'écartent,
Et, sans savoir pourquoi, disent toujours: Allons!


Etonnants voyageurs! quelles nobles histoires
Nous lisons dans vos yeux profonds comme les mers!
Montrez-nous les écrins de vos riches mémoires,
Ces bijoux merveilleux, faits d'astres et d'éthers.


Faut-il partir? rester? Si tu peux rester, reste;
Pars, s'il le faut. L'un court, et l'autre se tapit
Pour tromper l'ennemi vigilant et funeste,
Le Temps! Il est, hélas! des coureurs sans répit,


Plonger au fond du gouffre, Enfer ou Ciel, qu'importe?
Au fond de l'Inconnu pour trouver du nouveau!

— Charles Baudelaire

8 de setembro de 2010

Caçando quebecois


Vídeo legal este, gosto muito, mas fico pensando por onde andam esses quebecois?

Montreal é uma cidade de imigrantes, eu arriscaria dizer que aqui para cada 10 pessoas com quem falamos em francês umas três são quebecois, :) talvez 1 "de suche", (quebecois de família tradicional). Mas são gente muito boa, só que em Montreal parecem ser minoria. O supermercado que vou é italiano, os funcionários do Tim Hortons são imigrantes, dando duro por uma primeira experiencia de trabalho no Quebec, falando em trabalho, os funcionários do CLE também são imigrantes.
Falei do CLE mas este não conta pois tenho que ir em Cote des Neiges pois moro perto e em CDN a população de imigrantes é bem grande.

Na região de Montreal as pessoas escolhem seus grupos e se relacionam entre si, os imigrantes mais ou menos misturados, mas preferem relacionar-se com outros de mesma língua ou cultura. Os quebecois relacionan-se mais entre si, não que se recusem a relacionar-se com as outras comunidades, mais por causa das barreiras linguísticas e por ter um circulo de amizades consolidado acaba se isolando em um outro mundo, condições económicas também dificultam a aproximação.

Na prática não é sempre que vemos um quebecois no mercado chinez, ou na loja de usados, também é um pouco dificil uma criança imigrante ter vaga em uma CPE onde a maioria entra por indicação, é... eu sei que tem uma fila. Quem passou pelo processo sabe tem que esperar, um dia a cartinha chega, no Canada é o mesmo. No Canada também tem cartinhas e ir à caixa do correio acaba virando uma obsseção. O importante é que um dia nos damos conta que as coisas estão se organizado, que já falamos melhor a língua, que somos aceitos e a vida continua, ou recomeça.

Vendo o vídeo lembro que o inverno está chegando o calor ainda fez algumas aparições em setembro, mas em breve estaremos todos com esses casacos, fazendo anjos de neve, descendo montanha, congelando os silios, hehe, congelar os sílios acontece.

30 de agosto de 2010

Curso de inglês subvencionado


Quem leu o post anterior talvez se recorde que ele fala de um certo curso de inglês regido pela Comissão Escolar Inglesa de Montreal, a inscrição ainda está aberta e o valor total é de $120 CAD, com tudo incluído.

O curso é subvencionado pelo governo e já foi comentado nos seguintes posts: HOME (English with subtitles) e Respondendo informando - Cursos de ingles.

A seção deste trimestre começou no último dia 30 e vai até o dia 22/12, o preço é $120 CAD, mas pago em especie. Alguém perguntou se esse preço é para todas as escolas, para confirnar o melhor é procurar no site da Comissão Escolar para ter certeza, só posso garantir o valor para a High School of Montreal Adult Centre.

O curso é oferecido pela manhã ou a noite. Para quem não está bem no inglês, não começou a francisação, nem trabalha o curso é bom e vale a pena pois os livros são ótimos e estão incluidos no preço.

28 de agosto de 2010

Moro em Glenmount, Montreal (escolas)

Depois de quase 10 meses finalmente descobri onde moro, pode parecer estranho mas sou capaz de apostar que pouca gente que mora por aqui sabe o verdadeiro nome do bairro. Glenmount é uma faixa estreita que fica entre a cidade de Mont-Royal e a Avenida Jean Talon, oficialmente fazemos parte de Cote des Neiges e Notre Dame de Grace. Acredito que todos que moram aqui prefeririam fazer parte da Cidade de Mont-Royal, que é muito bonita só que mas parece um condomínio fechado e não possui hospitais, nem Centre d'Emploi, nem outros serviços, para todos esses serviços geralmente temos que ir à Cote des Neiges.

Aqui vivemos bem, temos muitos parques, ruas super tranquilas, vizinhança amiga, muitos brasileiros, mas brasileiros tem em toda parte por aqui. Não temos muitas opções fáceis de transporte público mas podemos dizer que o bairro é em grande parte responsável por nos sentirmos bem aqui no Québec.



Para quem está pensando em onde ficar quando chegar, são muitas as opções todos são unanimes que a proximidade de uma estação de metro é importante, mas hoje vejo que há mais a ser analisado.

Para quem tem filhos uma boa escola é muito importante e aqui não podemos escolher a escola, a criança vai para a escola do bairro. Se morássemos alguns metros de onde moramos, nossos filhos teriam que frequentar a escola na Rua Bedford e Goyer, a Rua Goyer não é um lugar muito bonito e já ouvi falar que existe gente ligada à gangs por lá, tenho que dizer que por aqui não há aqui bairros violentos ou qualquer coisa como tínhamos no Brasil.

Claro que um bairro com bons preços de aluguel não significa que tenha uma boa vizinhança, mas quem mora na Goyer ou em Hochelaga, que é um bairro bonito, eventualmente pode descobrir que há uma gang na rua, e para quem tem filhos...

Algo que considero importante, não sei se estou certo, é que meus filhos frequentem estabelecimentos onde a maioria fale o francês quebecois, algo que não acontecia na garderie onde eles estavam pois todos eram imigrantes. Em alguns bairros há tantos imigrantes que talvez isso os influencie na pronuncia.

Aqui no Canada temos uma sensação de segurança que não tínhamos no Brasil, e quando se mora em um bairro legal em um bom ap, boa escola para as crianças isso nos deixa tranquilos.

Aqui em Montreal temos muitas escolas e todas são regidas por umas tantas comissões escolares diferentes, a escola que nosso filho vai frequentar é da Commission scolaire Marguerite-Bourgeoys, mas existem outras tantas, a minha esposa faz um curso de inglês numa escola regida pela English Montreal School Board que é responsável por escolas em inglês.

Coloquei uns links abaixo para quem quiser pesquisar as escolas.



Comissões em Montreal:
Commission scolaire Marguerite-Bourgeoys
Buscar estabelecimentos de ensino

Commission scolaire de Montréal
Buscar estabelecimentos de ensino

Commission scolaire de la Pointe-de-l'Île

Buscar estabelecimentos de ensino

English Montreal School Board
Buscar estabelecimentos de ensino

Dados sobre o desempenho das escolas da Província

19 de agosto de 2010

Canadien français québécois... whatever

Filme Cult quebecois é assim. O filme abaixo é um trecho de Elvis Gratton, ainda não vi o filme mas bom humor pelo jeito não falta, digo isso pois vi a "trilogia" As invasões barbaras, e me arrependi.
Aproveitem!

14 de julho de 2010

Vivendo em Montreal

Estação Lionel-Groulx

Pelas ruas de Montreal vejo gente tão diferente, vindas de tantos lugares, essa é uma cidade internacional, me admiro ao ver quando um reporter vai à rua e entrevista um quebecois, e que fala francês em Montreal. Em Cote des Neiges 50% da população é imigrante, acho que lá só um em cada dez passantes tem chance de ser quebecois.

Montreal é uma das cidades canadenses que mais atrai imigrantes, em parte porque o francês é uma língua muito falada em diversos países do terceiro mundo. Mas diferente do que eu pensava antes de chegar nem todo imigrante que chega aqui, ou chegou em alguma época, passa pelo mesmo escrutínio que passamos, comprovação de experiência, formação, etc. Muitos são refugiados, ilegais ou apadrinhados. Esta população cria um mundo a parte que se cruza nas aulas de francisação ou nas lojas de descontos, nos entrepots, no Shopping Plaza Cote des Neiges, neste mundo fala-se um inglês ou francês com sotaque, são mundos diferentes para fundo$ diferentes.

Mas é só conseguir o tal crédito que logo o imigrante procura financiar uma casa fora da ilha. E as casa construídas fora da ilha além de novas, coisa rara em Montreal tem preços melhores. Aqui existem logements para morar e para renda (aluguel) quem compra um logement em Montreal pode querer morar, mas provavelmente vai alugar, nem que seja o andar de cima.

Moradia dos sonhos, Blainville, QC

Moramos em Montreal e não em uma desses bairros recém construídos, mas acho até que aqui temos mais praças, banho de chafariz e piscina municipal e também quadras de tênis. E o que temos em comum em toda parte por aqui é muita tranquilidade para ir e vir e e se quisermos podemos dar uma volta no quarteirão depois do jantar, ver a noite chegar sem medo.

12 de julho de 2010

Multa em Montreal é coisa séria


Acredito que aqui, como em toda parte, a multa é uma espécie de pedágio em que poucos pagam o que usam todos, o que aconteceria se ninguém cometesse infrações ou para onde vai o dinheiro já é mais complicado.

Aqui a multa ocorre com mais freqüência por não parar no arret, por velocidade acima do permitido e por estacionamento. O carro da polícia pára perto de uma placa de arret, de modo a não ser visto e passa horas e horas com o motor ligado à espera do infrator e todos são parados e multados, as vezes eles seguem um carro ao acaso esperando o erro, se você olhar no retrovisor e ver um carro da polícia atenção redobrada, tem que parar no arret e no sinal amarelo, se for um sedã branco pode ser um carro da policia disfarçado, na porta ele tem adesivos da polícia também brancos. A polícia também usa radares de mão, se estiver numa descida ou numa via de 4 faixas em que a velocidade máxima seja de 40 ou 30km/h muito cuidado alguém pode estar apontando um radar para seu carro.

Na região de Montreal é difícil achar vaga para estacionar e mesmo quando tem vaga temos que interpretar as placas, certificar-se que não há hidrantes ou ciclovias. Pode-se arriscar não fazer uma parada completa no arret, mais a vigilancia dos estacionamentos é mais rigorosa. Existem locais em que dependendo do momento pode-se ou não estacionar, existem áreas reservadas para moradores, para deficientes, mesmo em um parquímetro não se pode estacionar a qualquer momento.
Para estacionar tranquilo deve-se observar
  • O mês, entre dezembro e abril pode-se estacionar em quase qualquer lugar ou hora.
  • A seta, para esquerda significa á partir deste ponto, para direita, até este ponto.
  • Se tem o nome secteur marcado em vermelho, pode ser uma zona reservada para moradores.
  • A hora
  • O dia, ou dias da semana, ex. lundi jeudi, lundi et jeudi ou só um dia da semana.
E algumas ruas podem haver mais de uma placa e temos que levar em consideração o conjunto. Se no lugar do P tiver um octogono nem pense em parar.

7 de julho de 2010

O que fazer em um fim de tarde?

Soltar pipa!
Se bem que seis horas da tarde por aqui não é bem um fim de tarde, está mais pra meio de tarde pois ainda temos quase 3 horas de sol. E que sol estamos em plena onda de calor e nesta hora o termômetro estava marcando 34ºC, as crianças já estavam com o rosto vermelho por causa do calor, então recolhemos as pipas e fomos brincar no chafariz.

Aqui perto tem uma praça com muitos chafarizes para a criançada se refrescar e elas se refrescam mesmo, tinha até duas meninas muçulmanas que mesmo de véu, mangas compridas e calças também, não deixavam de correr e brincar nos jatos de água.

Verão é assim, praças e parques com muitas crianças, piscina municipal, famílias reunidas, piqueniques, patins e uns sk8's bem longos, muitas bicicletas algumas tem um reboque e lá dentro vão as criancinhas, as vezes bem pequenas mesmo. Tem também umas ondas de calor mas nada que um bom ar-condicionado não resolva, o bom é que eles são mais baratos do que um casaco North Face e pelo preço de um Kanuk dá pra esfriar a casa toda, a conta? O preço da energia é tão baixo que aqui a conta chega a cada dois meses.

Na semana passada os meninos ficaram impressionados com alguém que estava empinando uma pipa em forma de parapente, fui no Wallmart e comprei uma pipa. Que decepção a danada não quis saber de voar, parecia umas daquelas aves que dão rasantes nos desprevenidos, no caso eu. Depois de muito mico desisti daquela pipa de supermercado, fui no DeSerres comprei as varetas e o papel, no Dolarama comprei a linha, meio grossa por sinal, e fiz uma pipa bem tradicional bem brasileira e essa, apesar dos ventos fracos voou bem alto.