Começo do processo com envio do dossiê

30 de agosto de 2010

Curso de inglês subvencionado


Quem leu o post anterior talvez se recorde que ele fala de um certo curso de inglês regido pela Comissão Escolar Inglesa de Montreal, a inscrição ainda está aberta e o valor total é de $120 CAD, com tudo incluído.

O curso é subvencionado pelo governo e já foi comentado nos seguintes posts: HOME (English with subtitles) e Respondendo informando - Cursos de ingles.

A seção deste trimestre começou no último dia 30 e vai até o dia 22/12, o preço é $120 CAD, mas pago em especie. Alguém perguntou se esse preço é para todas as escolas, para confirnar o melhor é procurar no site da Comissão Escolar para ter certeza, só posso garantir o valor para a High School of Montreal Adult Centre.

O curso é oferecido pela manhã ou a noite. Para quem não está bem no inglês, não começou a francisação, nem trabalha o curso é bom e vale a pena pois os livros são ótimos e estão incluidos no preço.

28 de agosto de 2010

Moro em Glenmount, Montreal (escolas)

Depois de quase 10 meses finalmente descobri onde moro, pode parecer estranho mas sou capaz de apostar que pouca gente que mora por aqui sabe o verdadeiro nome do bairro. Glenmount é uma faixa estreita que fica entre a cidade de Mont-Royal e a Avenida Jean Talon, oficialmente fazemos parte de Cote des Neiges e Notre Dame de Grace. Acredito que todos que moram aqui prefeririam fazer parte da Cidade de Mont-Royal, que é muito bonita só que mas parece um condomínio fechado e não possui hospitais, nem Centre d'Emploi, nem outros serviços, para todos esses serviços geralmente temos que ir à Cote des Neiges.

Aqui vivemos bem, temos muitos parques, ruas super tranquilas, vizinhança amiga, muitos brasileiros, mas brasileiros tem em toda parte por aqui. Não temos muitas opções fáceis de transporte público mas podemos dizer que o bairro é em grande parte responsável por nos sentirmos bem aqui no Québec.



Para quem está pensando em onde ficar quando chegar, são muitas as opções todos são unanimes que a proximidade de uma estação de metro é importante, mas hoje vejo que há mais a ser analisado.

Para quem tem filhos uma boa escola é muito importante e aqui não podemos escolher a escola, a criança vai para a escola do bairro. Se morássemos alguns metros de onde moramos, nossos filhos teriam que frequentar a escola na Rua Bedford e Goyer, a Rua Goyer não é um lugar muito bonito e já ouvi falar que existe gente ligada à gangs por lá, tenho que dizer que por aqui não há aqui bairros violentos ou qualquer coisa como tínhamos no Brasil.

Claro que um bairro com bons preços de aluguel não significa que tenha uma boa vizinhança, mas quem mora na Goyer ou em Hochelaga, que é um bairro bonito, eventualmente pode descobrir que há uma gang na rua, e para quem tem filhos...

Algo que considero importante, não sei se estou certo, é que meus filhos frequentem estabelecimentos onde a maioria fale o francês quebecois, algo que não acontecia na garderie onde eles estavam pois todos eram imigrantes. Em alguns bairros há tantos imigrantes que talvez isso os influencie na pronuncia.

Aqui no Canada temos uma sensação de segurança que não tínhamos no Brasil, e quando se mora em um bairro legal em um bom ap, boa escola para as crianças isso nos deixa tranquilos.

Aqui em Montreal temos muitas escolas e todas são regidas por umas tantas comissões escolares diferentes, a escola que nosso filho vai frequentar é da Commission scolaire Marguerite-Bourgeoys, mas existem outras tantas, a minha esposa faz um curso de inglês numa escola regida pela English Montreal School Board que é responsável por escolas em inglês.

Coloquei uns links abaixo para quem quiser pesquisar as escolas.



Comissões em Montreal:
Commission scolaire Marguerite-Bourgeoys
Buscar estabelecimentos de ensino

Commission scolaire de Montréal
Buscar estabelecimentos de ensino

Commission scolaire de la Pointe-de-l'Île

Buscar estabelecimentos de ensino

English Montreal School Board
Buscar estabelecimentos de ensino

Dados sobre o desempenho das escolas da Província

19 de agosto de 2010

Canadien français québécois... whatever

Filme Cult quebecois é assim. O filme abaixo é um trecho de Elvis Gratton, ainda não vi o filme mas bom humor pelo jeito não falta, digo isso pois vi a "trilogia" As invasões barbaras, e me arrependi.
Aproveitem!

14 de julho de 2010

Vivendo em Montreal

Estação Lionel-Groulx

Pelas ruas de Montreal vejo gente tão diferente, vindas de tantos lugares, essa é uma cidade internacional, me admiro ao ver quando um reporter vai à rua e entrevista um quebecois, e que fala francês em Montreal. Em Cote des Neiges 50% da população é imigrante, acho que lá só um em cada dez passantes tem chance de ser quebecois.

Montreal é uma das cidades canadenses que mais atrai imigrantes, em parte porque o francês é uma língua muito falada em diversos países do terceiro mundo. Mas diferente do que eu pensava antes de chegar nem todo imigrante que chega aqui, ou chegou em alguma época, passa pelo mesmo escrutínio que passamos, comprovação de experiência, formação, etc. Muitos são refugiados, ilegais ou apadrinhados. Esta população cria um mundo a parte que se cruza nas aulas de francisação ou nas lojas de descontos, nos entrepots, no Shopping Plaza Cote des Neiges, neste mundo fala-se um inglês ou francês com sotaque, são mundos diferentes para fundo$ diferentes.

Mas é só conseguir o tal crédito que logo o imigrante procura financiar uma casa fora da ilha. E as casa construídas fora da ilha além de novas, coisa rara em Montreal tem preços melhores. Aqui existem logements para morar e para renda (aluguel) quem compra um logement em Montreal pode querer morar, mas provavelmente vai alugar, nem que seja o andar de cima.

Moradia dos sonhos, Blainville, QC

Moramos em Montreal e não em uma desses bairros recém construídos, mas acho até que aqui temos mais praças, banho de chafariz e piscina municipal e também quadras de tênis. E o que temos em comum em toda parte por aqui é muita tranquilidade para ir e vir e e se quisermos podemos dar uma volta no quarteirão depois do jantar, ver a noite chegar sem medo.

12 de julho de 2010

Multa em Montreal é coisa séria


Acredito que aqui, como em toda parte, a multa é uma espécie de pedágio em que poucos pagam o que usam todos, o que aconteceria se ninguém cometesse infrações ou para onde vai o dinheiro já é mais complicado.

Aqui a multa ocorre com mais freqüência por não parar no arret, por velocidade acima do permitido e por estacionamento. O carro da polícia pára perto de uma placa de arret, de modo a não ser visto e passa horas e horas com o motor ligado à espera do infrator e todos são parados e multados, as vezes eles seguem um carro ao acaso esperando o erro, se você olhar no retrovisor e ver um carro da polícia atenção redobrada, tem que parar no arret e no sinal amarelo, se for um sedã branco pode ser um carro da policia disfarçado, na porta ele tem adesivos da polícia também brancos. A polícia também usa radares de mão, se estiver numa descida ou numa via de 4 faixas em que a velocidade máxima seja de 40 ou 30km/h muito cuidado alguém pode estar apontando um radar para seu carro.

Na região de Montreal é difícil achar vaga para estacionar e mesmo quando tem vaga temos que interpretar as placas, certificar-se que não há hidrantes ou ciclovias. Pode-se arriscar não fazer uma parada completa no arret, mais a vigilancia dos estacionamentos é mais rigorosa. Existem locais em que dependendo do momento pode-se ou não estacionar, existem áreas reservadas para moradores, para deficientes, mesmo em um parquímetro não se pode estacionar a qualquer momento.
Para estacionar tranquilo deve-se observar
  • O mês, entre dezembro e abril pode-se estacionar em quase qualquer lugar ou hora.
  • A seta, para esquerda significa á partir deste ponto, para direita, até este ponto.
  • Se tem o nome secteur marcado em vermelho, pode ser uma zona reservada para moradores.
  • A hora
  • O dia, ou dias da semana, ex. lundi jeudi, lundi et jeudi ou só um dia da semana.
E algumas ruas podem haver mais de uma placa e temos que levar em consideração o conjunto. Se no lugar do P tiver um octogono nem pense em parar.

7 de julho de 2010

O que fazer em um fim de tarde?

Soltar pipa!
Se bem que seis horas da tarde por aqui não é bem um fim de tarde, está mais pra meio de tarde pois ainda temos quase 3 horas de sol. E que sol estamos em plena onda de calor e nesta hora o termômetro estava marcando 34ºC, as crianças já estavam com o rosto vermelho por causa do calor, então recolhemos as pipas e fomos brincar no chafariz.

Aqui perto tem uma praça com muitos chafarizes para a criançada se refrescar e elas se refrescam mesmo, tinha até duas meninas muçulmanas que mesmo de véu, mangas compridas e calças também, não deixavam de correr e brincar nos jatos de água.

Verão é assim, praças e parques com muitas crianças, piscina municipal, famílias reunidas, piqueniques, patins e uns sk8's bem longos, muitas bicicletas algumas tem um reboque e lá dentro vão as criancinhas, as vezes bem pequenas mesmo. Tem também umas ondas de calor mas nada que um bom ar-condicionado não resolva, o bom é que eles são mais baratos do que um casaco North Face e pelo preço de um Kanuk dá pra esfriar a casa toda, a conta? O preço da energia é tão baixo que aqui a conta chega a cada dois meses.

Na semana passada os meninos ficaram impressionados com alguém que estava empinando uma pipa em forma de parapente, fui no Wallmart e comprei uma pipa. Que decepção a danada não quis saber de voar, parecia umas daquelas aves que dão rasantes nos desprevenidos, no caso eu. Depois de muito mico desisti daquela pipa de supermercado, fui no DeSerres comprei as varetas e o papel, no Dolarama comprei a linha, meio grossa por sinal, e fiz uma pipa bem tradicional bem brasileira e essa, apesar dos ventos fracos voou bem alto.

29 de junho de 2010

"You´re not in Kansas"

Que bom que não estamos no Kansas, mas ainda assim alguns tornados chegam por aqui, nesta segunda feira a tarde foram relatados dois tornados na região de Montreal, os dois eram do tipo F0 que produzem ventos de até 90km/h. Os danos foram pequenos mas muitos clientes da Hidro Quebec ficaram sem energia. O Quebec recebe uma média de 6 tornados a cada verão mas raramente são mais fortes do que um F0 e muitos ocorrem na zona rural e nem são percebidos.

É o Quebec é uma província bem movimentada, semana passada foi a vez do chão se movimentar ocorreu um terremoto na região de Outaouais, (sudoeste da província).


Ontem tivemos fortes chuvas por aqui e alguns trovões, a piscina municipal chegou a ser fechada como medida de segurança, depois de meia hora do último trovão ela foi reaberta.
Estranho os trovões aqui parecem que sempre estão sobre as nossas cabeças é difícil escutar um trovão distante.
Com exceção de alguns dias de chuva e trovoadas o verão está bem agradável com temperaturas entre 20º e 27º bem abaixo do que tivemos em maio que chegou a 35ºc e deflagrou uma corrida insana às lojas em busca de condicionadores de ar e folhas de acrílico, para instalar aparelho é só abrir a janela e coloca-lo, o acrílico serve para fechar a abertura acima do condicionador, depois é só liga-lo a uma tomada qualquer.

24 de maio de 2010

Pedalando em Montreal


Ciclovias da Route Verte

Saída com grupo de cicloturismo

Sempre sonhei em usar a bicicleta como meio de transporte, e lazer também. Optei então por uma bicicleta dobrável, não é tão rápida mas como aqui não temos área de serviço... guardo-a no armário

Estou realizando um antigo sonho de sair pedalando de casa sem stress, sem medo, conhecendo a cidade procurando novos caminhos e explorando os quilômetros de ciclovias que tem por aqui. Hoje sai de casa subi o Parc Mont Royal, desci a Avenue Atwater, atravessei o canal Lachine, peguei a ciclovia 1 da Route Verte e logo cheguei no autódromo dei umas voltas subi a ponte Jaques Cartier, passei no Parc Lafontaine e logo estava em casa.

Me inscrevi em um grupo de cicloturistas e é muito diferente o jeito de pedalar aqui, muito organizado mas parece faltar a descontração que tínhamos no Brasil.
No ponto de encontro tem um breifing explicando o roteiro com as pessoas acompanhando no mapa q tem no site, depois começam a sair os grupos que são divididos por média horária: de 30k/h e mais, de 29 a 26km/h de 25 a 23km/h e de 20km/h (os marmotas). Como a minha bike não é tão rápida vou com os mais lentos (25 a 23). Muitos são vovôs e vovós, mas vocês precisam ouvir os papos: "Viajei pra não sei para onde (de bike), fiz não sei quantos quilômetros por dia", para dar uma idéia do que estou falando na ultima saída fizemos 72km.

Outro motivo para dividir o grupo é que aqui os grupos não podem ser grandes acho q o max permitido, por lei, é 16 ciclistas. Cada grupo tem um guia e um fecha fila, que está sempre gritando: "AUTO". A turma é meio calada mas por aqui também é proibido ciclista andar emparelhado tem q ser fila indiana, logo é meio difícil conversar, outra coisa estranha é q parece que há um tabu contra trocar de lugar na fila, parece coisa de colégio (todos tem lugar marcado, como muitas coisas por aqui). Detalhe no fim do passeio tem refrigerantes dos patrocinadores.

Cada cidade tem suas ciclovias e é bom procurar no site da prefeitura o mapa para tentar usar sempre as ciclovias.
A Route Verte corta toda a província do Quebec, é maior ciclovia do mundo, pode-se consultar o mapa no site, mas o mapa do site é muito pequeno e não ajuda muito, acho que fazem assim para vender o livro com roteiros. O ideal seria se hovesse um aplicativo para smartphone ou que a Route Verte aparecesse no Google Maps, em alguns lugares, principalmente áreas urbanas é difícil diferencia-la de uma outra ciclovia.
Um site que me ajuda é o http://www.bikely.com que tem muitas sugestões de percurso, um que gosto muito é a Route 1 em Laval é bem tranquilo e não vemos carros por quilômetros. Quando estou mais disposto sigo a RV1 viro à direita na Route 2 em Laval, sentido Bois-de-Filion. Passo por Rosemére e volto para a route 1 pela Pont Marius Dufresne. Mas tem que prestar atenção pois a Route Verte não é tão bem sinalizada e sem um GPS em alguns lugares é fácil perder o caminho.

Algo legal aqui é que passeio de fim de semana é engatar um carrinho de bebe (especifico para isso) na bike e levar os filhos para passear, mas acho estranho que em um lugar com tantas ciclovias muita gente ainda pedala nas calçadas, na contra mão e nem vou falar sobre usar capacete.

9 de maio de 2010

+ Um pouco de bike e de Giro d'Italia no blog


Como gosto muito de pedalar, e repetindo o lembrete do ano passado, para quem também gosta de pedalar o Giro d'Italia começou neste fim de semana (08/05) e quem quiser acompanhar e não tiver um canal de tv é só clicar no link abaixo:
http://videochat.gazzetta.it/index_giro.shtml e assistir as etapas ao vivo, o único problema é o fuso horário, as transmissões acontecem pela manhã. Mesmo para quem ainda não gosta de bicicleta as paisagens são muito bonitas.

6 de maio de 2010

Vamos às compras!


Quando chegamos não há uma letra do alfabeto que não corresponda a algo que precisamos comprar, e o dinheiro indo embora.

Quando chegamos parece que aqui é a terra dos "atrapes et astuces", o preço na loja nunca é o preço que vamos pagar tem sempre os impostos e as taxas, enquanto não conhecemos as moedas não dá para saber os valores sem uma lente e a moeda de dez é menor que a de cinco, não é raro encontrar um produto ao lado de um preço que não é o dele, na duvida é melhor levar à uma leitora de código de barras.

Quem está chegando tem que ter atenção redobrada às palavras aubaine ou rabais, fiquem certos elas significam coisas que um imigrante que acabou de chegar não vai precisar.

Quando contratamos serviços é pior ninguém lhe diz o preço exato, a não ser no caixa. O preço é "x" mais taxa de adesão, mais taxa de inscrição, mais etc. e mais imposto federal e provincial. Gente! Tem sempre uma surpresa, e na hora de pagar a pessoa não vai desistir.

Podemos sempre comprar de brasileiros, fazer negócios com brasileiros é bom, podemos falar em português e muitas vezes o preço é de fato bom. Um pouco de atenção sempre convêm, tem brasileiro que pensa que se estiver comprando algo e depois perceber que não vale a pena pode-se sempre: "vender para brasileiros, eles estão sempre chegando", é melhor conferir o preço na loja e se vale mesmo a pena.

Quando chegamos muitas vezes nos empolgamos com "rabais", ou não lemos algum detalhe na embalagem e pow, compramos algo que não precisamos ou que não vale a pena. Comprou e não gostou, tem um mês para trocar, e como trocamos. É só ir na e procurar o balcão do Service à la clientele e é só largar o pepino por lá. Para trocar não precisa dar o CPF nem R.G, só nota fiscal talvez alguém pergunte o por que está devolvendo, mas muitas vezes só pedem um cartão de crédito para fazer o estorno, ou te perguntam se queres ir na loja pegar outra mercadoria.